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Tudo começou quebrando operando na bolsa. Dólar, zero gestão de risco, dia de fúria, merda clássica.
Volte duas casas.
Eu participava de um grupo de traders pessoa física que admirava. Pessoas de verdade, que tradavam de verdade e expunham suas ideias. Eu não me sentia no nível dos caras pra estar lá. Eu já fazia café, já tinha meu torrador, mas não tinha uma marca própria.
Pra agradar os caras do grupo, como quem dizia “me deixa aqui no grupo, tenho algo em troca”, presenteava alguns com meu café torrado.
Entre estes estava o Pedro Alem. Gente boa, quase conterrâneo. Eu tinha ideia de que o Pedro fazia algo relacionado a petróleo e que disparava frases de efeito ácidas e irônicas no Twitter. Gostava de segui-lo, mas gostava ainda mais da forma ponderada com que tratava qualquer assunto que caía no grupo. O Alem sabia que eu fazia café bom.
Na outra ponta, o Pedro Severo. Filho do Severão. Mais enérgico. Severinho, que trabalha com imagem, era incisivo nas operações em que entrava e nas opiniões políticas. Um cara gente boníssima, que se dispõe a ajudar o outro simplesmente for the love of the game. O cara responde na velocidade da luz pra ajudar um literal desconhecido a quilômetros de distância. E, para os que estão perto, tiveram a sorte de ser ajudados de várias maneiras pelas movimentações que fez durante as enchentes no RS.
Quando quebrei, saí na hora do grupo.
Ambos me chamaram. Depois outros. Família.
Ganhei amigos de verdade que eu nunca havia encontrado pessoalmente.
Uma semana depois, o Alem me liga:
“Thiagão, qual a tua capacidade de torra?”
“Pô, Pedrão, umas 50x do que faço hoje. A torra é quase um hobby e o equipamento fica ocioso na maior parte do tempo.”
“E qual o custo do café embalado?”
“R$X.”
O resto é história.
E puro agradecimento.
Este mês, em forma de homenagem.
Nos justos 5 anos dessa história, nada mais correto do que agradecê-los - e em forma de blend, como todos os cafés deste mês.
Dois Pedros.
Duas pedras fundamentais.
2 Stones.
Dois cafés.
Um Arara, cereja descascado, da Fazenda Piedade, daqui de Caconde. Limpo, doce, muito doce. Acidez cítrica na medida.
E um Catiguá, este natural, da nossa parceira Recreio, do Vale da Grama. Natural exemplar, doçura alta e notas de frutas frescas.
50/50. Numa medida justa para a edição.
Uma xícara com muito caramelo, baunilha e acidez cítrica de laranja e tangerina.
Café com drinkabilidade altíssima. De se beber de boca cheia, o dia todo.
Aquele tipo de café que agrada quem gosta de café.
Agrada, e agradece.
5 anos de TCT que começaram numa amizade completamente inesperada, mas que foram literalmente fundamentais pra estarmos hoje, juntos, tomando cafés de altíssima qualidade.
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